Devem-se essencialmente à acumulação de gorduras na parede dos vasos sanguíneos – aterosclerose – um fenómeno que tem início numa fase precoce da vida e progride silenciosamente durante anos, e que habitualmente já está avançado no momento em que aparecem as primeiras manifestações clínicas. As suas consequências mais importantes – o enfarte do miocárdio, o acidente vascular cerebral e a morte – são frequentemente súbitas e inesperadas.
A maior parte das doenças cardiovasculares resulta de um estilo de vida inapropriado e de factores de risco modificáveis. O controlo dos factores de risco é uma arma potente para a redução das complicações fatais e não fatais das doenças cardiovasculares.
Quais são os factores de risco?
A prevalência de doenças cardiovasculares tem aumentado bastante nas últimas décadas e é actualmente a causa da maioria das mortes em ambos os sexos e em todos os grupos étnicos. Este facto, resultou num maior interesse da comunidade científica em identificar os factores relacionados ao seu desenvolvimento, na esperança de por um lado, elaborar normas para o aumento da qualidade de vida das pessoas portadoras desta doença e, por outro, desenvolver um conjunto de medidas eficientes na sua prevenção. Entre os factores relacionados com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, o colesterol elevado (nomeadamente o LDL-colesterol), a hipertensão, a obesidade e a diabetes, merecem uma atenção especial, uma vez que são aqueles para os quais as intervenções dietéticas e nutricionais provaram apresentar grandes benefícios.
Desta forma, um padrão alimentar adequado, baseado na adaptação da ingestão de calorias às necessidades (e numa ligeira restrição calórica nos casos de excesso de peso e obesidade), na limitação da ingestão de gorduras saturadas e hidrogenadas, na redução de açúcares simples e de sal, e no aumento das fibras alimentares, representam alguns dos principais aspectos dietéticos e nutricionais para a prevenção de doenças cardiovasculares.
Alimente-se melhor, viva melhor!




