domingo, 1 de fevereiro de 2009

A Nutrição e as Doenças Cardiovasculares

As doenças cardiovasculares representam a principal causa de morte no nosso país e são também uma importante causa de incapacidade.
Devem-se essencialmente à acumulação de gorduras na parede dos vasos sanguíneos – aterosclerose – um fenómeno que tem início numa fase precoce da vida e progride silenciosamente durante anos, e que habitualmente já está avançado no momento em que aparecem as primeiras manifestações clínicas. As suas consequências mais importantes – o enfarte do miocárdio, o acidente vascular cerebral e a morte – são frequentemente súbitas e inesperadas.
A maior parte das doenças cardiovasculares resulta de um estilo de vida inapropriado e de factores de risco modificáveis. O controlo dos factores de risco é uma arma potente para a redução das complicações fatais e não fatais das doenças cardiovasculares.

O que são as doenças cardiovasculares?

De um modo geral, são o conjunto de doenças que afectam o aparelho cardiovascular, designadamente o coração e os vasos sanguíneos.

Quais são os factores de risco?


A idade e a história familiar encontram-se entre as condições que aumentam o risco de uma pessoa vir a desenvolver doenças no aparelho cardiovascular. Contudo, existe um outro conjunto de factores de risco individuais sobre os quais podemos influir e modificar e que estão, sobretudo, ligados ao estilo e ao modo de vida actual. Uma Alimentação Saudável serve para que as crianças, os adolescentes e os adultos se desenvolverem melhor intelectualmente. Comer saudavelmente contribui para o bem-estar e ajuda a prevenir doenças crónico-degenerativas. O tabagismo, o stress, o sedentarismo, a ingestão excessiva de álcool e uma alimentação errada com grande quantidade de gordura, açúcar e pobre em fibras, são factores que propiciam o desenvolvimento de doenças como hipertensão arterial, obesidade, colesterol elevado, triglicérideos elevados, e a diabetes, todos eles principais factores de risco para o desenvolvimento de doença cardiovascular. Privilegie a ingestão de gorduras insaturadas em detrimento das gorduras saturadas, conseguindo um nível de gorduras no sangue mais saudável e que proteja a sua saúde cardiovascular. Sabia que a redução da gordura saturada e do colesterol em excesso na alimentação é um dos passos mais importantes na prevenção das doenças cardiovasculares? E que a manutenção de um peso saudável é outro importante factor na promoção da saúde cardíaca?

A prevalência de doenças cardiovasculares tem aumentado bastante nas últimas décadas e é actualmente a causa da maioria das mortes em ambos os sexos e em todos os grupos étnicos. Este facto, resultou num maior interesse da comunidade científica em identificar os factores relacionados ao seu desenvolvimento, na esperança de por um lado, elaborar normas para o aumento da qualidade de vida das pessoas portadoras desta doença e, por outro, desenvolver um conjunto de medidas eficientes na sua prevenção. Entre os factores relacionados com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, o colesterol elevado (nomeadamente o LDL-colesterol), a hipertensão, a obesidade e a diabetes, merecem uma atenção especial, uma vez que são aqueles para os quais as intervenções dietéticas e nutricionais provaram apresentar grandes benefícios.

Desta forma, um padrão alimentar adequado, baseado na adaptação da ingestão de calorias às necessidades (e numa ligeira restrição calórica nos casos de excesso de peso e obesidade), na limitação da ingestão de gorduras saturadas e hidrogenadas, na redução de açúcares simples e de sal, e no aumento das fibras alimentares, representam alguns dos principais aspectos dietéticos e nutricionais para a prevenção de doenças cardiovasculares.


Alimente-se melhor, viva melhor!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Riscos envolvidos no Baixo Peso

Se tem um historial de magreza ou se perdeu peso recentemente, monitorize o seu peso e procure manter um Índice de Massa Corporal acima de 18,5 kg/m2.

Sabia que muitas pessoas têm dificuldade em aumentar de peso, mesmo num contexto de elevada prevalência de obesidade? E que a magreza excessiva está mais fortemente associada à mortalidade que a obesidade (com excepção da obesidade mórbida)?

Os baixos valores de densidade óssea são uma das consequências mais comuns de pessoas com peso insuficiente. Destacam-se duas razões principais para este facto: por um lado as pessoas com baixo peso têm geralmente uma menor quantidade de massa muscular - fundamental para causar alguma carga mecânica no sistema esquelético e estimular o depósito de cálcio nos ossos; e o baixo peso resulta num menor impacto com o solo no decorrer das actividades quotidianas, situação que também não favorece a manutenção de ossos densos e saudáveis.

Paralelamente, pessoas com peso insuficiente, se associado a sub-ingestão calórica, têm também uma maior tendência para apresentarem deficiências nutricionais, condição que prejudica bastante a saúde.
Dificulta por exemplo a recuperação de doenças - especialmente quando se trata de patologias crónicas como o cancro - resultando num maior risco de mortalidade.

A subnutrição pode ainda levar à disfunção de algumas glândulas - como a supra-renal, a hipófise e a tiróide – bem como à perda de energia, distúrbios psicológicos e uma pior imagem corporal. Se tiver dificuldades em adquirir um peso normal de forma autónoma, procure apoio nutricional e psicológico de especialistas nestas áreas.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Fast-food

Estamos num mundo bastante acelerado, por isso tudo o que nos ofereça comodidade e conveniência a baixo custo, tem futuro garantido. É por isso que algo que venha de acordo com as nossas necessidades, se acaba por tornar rotina nas nossas vidas, tal como a indústria dos “fast food”.

Este tipo de indústrias, tem vindo a crescer nos últimos tempos, pelo facto de estarmos inseridos numa sociedade que vive em constante stress. O problema é, que essas indústrias e a nossa falta de tempo, pode-nos conduzir para graves problemas de saúde, tais como obesidade, colesterol, problemas cardiovasculares, entre outras, doenças que nos podem levar a morte.

Actualmente não se pensa muito numa alimentação saudável, porque isso é sinónimo de demorar e de trabalho. A questão é: será que o nosso organismo aguenta muito tempo a falta de proteínas, minerais, vitaminas, fibras, e hidratos de carbono e excesso de gordura?! A resposta é obviamente que não, tal como temos vindo a falar, o nosso organismo necessita de uma alimentação completa, equilibrada e variada, onde comemos alimentos diferentes dentro de cada grupo, variando semanalmente, e nas diferentes épocas do ano, isso irá servir para melhor desenvolvimento intelectual, bem-estar físico e psicológico e na prevenção de doenças crónico degenerativas.

Antes de comeres estes tipo de comida no teu dia-a-dia para poupar tempo, pensa no tempo que depois vais ter que poupar para as tuas doenças!!


Distúrbios alimentares

A anorexia nervosa é um distrúbio alimentar que afecta normalmente os jovens e as mulheres, embora também possa afectar o homem. Geralmente, a anorexia tem começo na adolescência. Calcula-se que uma em cada 100 adolescentes sofrem desta doença. As pessoas que sofrem desta doença têm pavor de ganhar peso e vivem obcecadas com a forma ou tamanho do seu corpo.
Os sintomas ou comportamentos que podem indicar a existência de um distúrbio alimenta
r são:
* Desejar fazer exercicio fisico constantemente;

* Ficar obcecado com a ideia de ser gord
o;
* Vomitar ou tentar induzir o vómito;
* Tomar laxantes;
* Sofrer de perturbações do sono e ter dificuldades de concentração na escola;

* Em casos extremos, os braços e pernas podem ficar magros como "palitos";
* As raparigas podem deixar de ter periodo menstrual;
* A pele do pescoço, braços e pernas pode ganhar mais pêlos.

Não existe uma causa única para os distúrbios alimentares mas sim um conjunto de causas que podem estar associadas a um acontecimento stressante ocorrido tanto no passado como no presente, como um divórcio dos pais ou pressão devido a exames.

A bulimia é mais um tipo de distúrbios alimentares. Neste caso envolve o consumo exagerado de grandes quantidades de alimentos (normalmente os que têm elevado valor calóricos) seguido de tentativas de compensar esse consumo, como passar fome ou mesmo induzir o vómito.
A bulimia trata-se do distúrbio mais comum, porém também é o mais díficil de detectar, uma vez que as pessoas não sofrem grandes alterações de peso.
Os efeitos incluem :
* Pele baça, pois fica desidratada;

* Problemas dentários, porque os ácidos gástricos atacam o esmalte dentário.

Calcula-se que a taxa de prevalência (número de casos numa população a determinada altura) da anorexia nervosa entre as jovens se situe entre 1 e 2% e entre 1 e 3% no caso da bulimia. Não são só as mulheres que sofrem de distúrbios alimentares; cerca de 10% de todos os casos ocorrem entre a população masculina.

Consulta para mais informações:

http://www.huc.min-saude/psicdisalimentares
htto://www.portaldasaude.pt

Os vários distúrbios alimentares

Para além da Anorexia e da Bulimia existem também outros distúrbios alimentares, como por exemplo: a Vigorexia, a Ortorexia, a Complusão Alimentar Periódica e a Permarexia.

A Vigorexia: típica dos rapazes, existe também em raparigas obcecadas por terem um corpo perfeito e musculado. Os doentes com esta patologia costumam ter uma imagem distorcida da realidade e acham que têm um corpo fraco e pequeno. Por isso, passam horas no ginásio e têm uma dieta muito rica em glícidos.

A O
rtorexia : Regra de ouro para uma rapariga ortoréxica é: "Dieta sem corantes nem conservantes". A dieta é baseada na qualidade dos alimentos e não no prazer que nos dá comê-los. Os doentes com esta patologia adoram comer comida biológica, e planeiam no dia anterior o que vão comer no dia seguinte. A maioria dos doentes são vegetarianos ou são obcecados por tudo o que é macrobiótico.


A Compulsão
Alimentar Periódica : em pouco tempo, ingerir grandes quantidades de alimentos ricos em calorias. Doentes com esta patalogia têm destes episódios pelo menos duas vezes por semana. Depois da ingestão compulsiva a pessoa fica com uma depressão profunda. o pior desta patologia é que esta dá lugar ao excesso de peso.

Permarexia : Vão de dieta em dieta, sabem todos os alimentos de cor e são peritas em nutrição. Nos seus menus estão incluídos os diuréticos ou produtos com fibras. Com tanto vaivém calórico acabam por muitas vezes estarem mais gordinhas e outras mais magrinhas.

SITES DE AJUDA:
- www.comportamentoalimentar.pt

- www.juventude.gov.pt

Obesidade infantil e exercício


A obesidade na infância está cada vez mais a apresentar-se como uma epidemia global. Nas últimas décadas duplicou a incidência da obesidade entre as crianças e adolescentes. Nos Estados Unidos aproximadamente 25% das crianças entre 6 e 17 anos são obesas ou apresentam risco de sobrepeso. A obesidade representa nos Estados Unidos a doença nutricional mais prevalente entre crianças e adolescentes. Nas nações em desenvolvimento, a obesidade coexiste com a desnutrição, provavelmente pela modificação dos hábitos e estilo de vida, que se tornaram mais “americanizados”.


Complicações respiratórias, como apneia do sono, asma e intolerância aos exercícios, são frequentes em crianças obesas e podem limitar a prática de actividade física e dificultar a perda de peso.

A obesidade parece ser condição familiar. Crianças com idade entre 3 e 10 anos com pais obesos têm o dobro de probabilidade de tornar-se adultos obesos quando comparadas com crianças obesas cujos pais não são obesos. Crianças de 1 a 2 anos com um dos pais obeso expressa um aumento do risco de obesidade em 28%. O status de obesidade infantil após os 6 anos correlaciona-se com obesidade na idade adulta; entretanto, a criança obesa antes dos 3 anos de idade não predispõe à obesidade na fase adulta.

O ambiente familiar influencia o desenvolvimento da obesidade na criança. Hábitos de ingerir “fast-food”, modificações da composição dos alimentos com ingestão de alimentos densos, ricos em gorduras, refrigerantes, porções de alimentos ricos em açúcar com altos índices glicéricos e aumento da porção das refeições são hábitos da família que podem levar à obesidade infantil. Pesquisas demonstram também que a inactividade da família prediz a inactividade da criança. A actividade física dos pais influencia a frequência de exercício dos seus filhos.


Tratamento


O tratamento da obesidade pode compreender três formas: comportamental, farmacológica e cirúrgica. Devemos entender que o tratamento comportamental é importante e deve acompanhar os outros métodos terapêuticos. Neste capítulo daremos ênfase ao tratamento comportamental. A tentativa de mudanças nos hábitos de vida das crianças obesas torna-se essencial, promovendo o estímulo para a prática de exercício físico, assim como estimulando a criança a realizar refeições mais saudáveis e bem equilibradas.
O tratamento da criança obesa não pode ser isolado da família. Programas de tratamento de crianças obesas que incluem múltiplos membros da família têm mais sucesso a longo prazo que programas que incluem somente a restrição alimentar da criança obesa. O tratamento de crianças obesas através de mudança de comportamento da família foi motivo de um estudo de seguimento por 10 anos. O estudo utilizou orientação da dieta, programa de exercício físico e mudança de comportamento. Os resultados indicaram que os efeitos positivos da terapia iniciada entre as idades de 6 e 12 anos poderiam persistir no adulto jovem.
Deve-se incluir na prática diária das crianças e adolescentes obesos movimentos espontâneos como brincar, correr, saltar, ir andando para a escola, etc. Iniciar uma alimentação mais saudável e equilibrada e, se possível, adoptar prática regular de actividades físicas programadas. Assim, estabelecer um incentivo maior para a aderência ao estilo de vida mais activo, incluindo desportos e modelos competitivos lúdicos.

A actividade física incentiva o compromisso da criança no controle alimentar e propicia a melhora da auto-estima. Quando comparamos a aderência de um grupo de 94 crianças obesas (IMC>95% para a idade) após cinco meses de tratamento comportamental, observamos que apenas 29% destas crianças alcançaram o final deste período. Destas, 30% pertenciam ao subgrupo de crianças que fizeram controlo alimentar, enquanto 70% faziam parte do subgrupo de crianças obesas que fizeram, além da reeducação alimentar, o exercício físico programado (três vezes por semana, uma hora por dia). Setenta e um por cento das crianças que iniciaram o programa não aderiram ao tratamento comportamental.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

O tabaco e a obesidade

TABACO E OBESIDADE - como combater!

O consumo de tabaco e a obesidade são dois factores de risco de doenças vasculares, cerebrais e cardíacas.

É necessário atacar os dois males. No entanto não é aconselhável iniciar os dois combates ao mesmo tempo.

O tabaco tira o apetite. Além disso queima cerca de 200 calorias por dia. Por causa disto, a suspensão de nicotina não só aumenta o apetite como altera o metabolismo, provocando aumento de peso.

É preferível suspender primeiro o tabaco, deixar passar os meses de ressaca, ver até onde chega o ponteiro da balança e começar a outra batalha – a dos quilos.

Ao ler parece simples, imaginar já é mais difícil, mas com força de vontade (para aqueles que se encontram nesta situação) consegue-se lá chegar. Tudo depende de nós!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Manter a forma com a chegada do Inverno

Com a chegada do inverno, o nosso organismo sofre algumas alterações para se adaptar ao clima, gastando mais energia para manter a sua temperatura. Como consequência, sentimos mais fome e vontade de tomar algo quente como os leites, chocolate, cappuccinos, dentre outras bebidas. No entanto, o inverno não deve ser sinónimo de ganho de peso. Os cuidados com a alimentação devem ser redobrados nesta época do ano, já que a maioria das pessoas também não tem grande disposição para continuar a prática regular de exercício físico. É preciso controlar a quantidade e também não exagerar na periodicidade do consumo de certos alimentos, além de manter a prática das actividades físicas .


- O chocolate quente pode ser substituído por chá com adoçante ou, então,preparado com leite desnatado light ou diet; Procure não abusar nas quantidades, pois as calorias dos alimentos consumidos no inverno (sopas, cremes e queijos) já são naturalmente altas;

- Os chás são óptimas opções para aumentar a temperatura do corpo. Convém consumir com adoçante.


- Produtos ricos em fibras podem ser mais utilizados nesse período (exemplos: pães integrais, arroz integral, flocos de cereais sem açúcar e aveia), pois possuem maior poder de saciedade.

- Mantenha o consumo de saladas, grelhados e frutas. Eles fornecem vitaminas, fibras e minerais importantes.


- O ideal é manter, como no verão, a hidratação com pelo menos 2 litros de água por dia. Estabelecer horários regulares para as refeições também é fundamental, pois garante maior equilíbrio metabólico e nutricional.


Moderação é a palavra certa! Ter alguns cuidados com a saúde durante o inverno como preparar alimentos menos calóricos e gordurosos são formas eficazes de manter peso. O bom senso na hora de seleccionar os ingredientes e os alimentos é o primeiro passo para aqueles que procuram alimentar-se de maneira saudável.